
















Agora em abril e maio os ventos diminuem bastante, especialmente o vento maral, com isso não consegui concluir o curso de kite surf que começei. Mas eu já estou confiante o suficiente para concluir o que falta sozinho, o difícil vai ser achar um dia com vento certo pra fazer isso. Mas por outro lado, com menos vento o surf volta a reinar e Margaret River volta a mostrar porque é fantástica. E o Adam vai passar maio trabalhando aqui em Perth (o bicho tem a manha), então vai ser todo final de semana em Margaret River, sem excessão! Não vejo a hora! Nesse final de semana passsado, que foi feriado de Páscoa, já peguei altas ondas, mas por causa do feriadão também tinha uma galera na água... Agora falando em galera em Margaret River, no começo do mês foi o grande campeonado de surf em Margs (Margaret River). Tinha todos os figurinhas como Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow (os 2 últimos moram lá), e os brasileiros Neco Padaratz, Adriano de Souza entre outros (muitos outros). Quem ganhou foi o americano Damien Hobgood, mas os brasileiros não fizeram feio, com Willian Cardoso chegando na semi-final. Eu assisti às baterias pela internet, no trabalho, hehehehe. Mas eu desci pra Margs um final de semana antes da competição e estava "brabo", uma galera sem noção! Left-Handers tinha altas ondas, mas no meio do caminho desisti, a água estava qualhada de gente e percebi que ia ficar disputando onda com esses bunda moles que falei. Então parti pra Ellensbrook, que não é tão famoso e tem vários breaks (altas ondas).
Ia me esquecendo da grande novidade do pedaço... A Cris mudou de emprego. Agora ela está trabalhando na Woodside! Comoçou ontém como GIS Geoscientist e, de acordo com os entrevistas, vai trabalhar não só com mapas, mas vai envolver também geologia. A Woodside é a operadora de óleo e gás com maior produção aqui na Australia e se assemelha com a Petrobras pelo fato de ser "local" e a maior dentro da Australia. Sem a menor dúvida a experiência na Petrobras pesou muito na entrevista. A Cris disse que quando ela falava do Pré-Sal brasileiro os entrevistadores, maioria geólogos, balançavam a cabeça em aprovação e se empolgavam. Agora ela está bem animada e eu mais ainda ;)
Semana passada fui fazer a prova prática para carteira de motorista. Está na lista das 5 coisas que devem ser feitas assim que se chega em definitivo na Australia, mas sabe como é que é... A falta dessa carteira esta enchendo o saco, porque tem um monte de coisas que eles pedem a tal ID (identification) e quando você mostra o passaporte, precisa de outros documentos... Bem, pela experiência de outros amigos, que não vou mencionar os nomes, a prova é bem difícil e nenhum deles passaram na prova na primeira tentativa. Os avaliadores pegam detalhes que a gente julga bobos, e quando você aprende a dirigir com 12-13 anos, aos 32 você tem MUITOS "bad habits" (vícios). Então eu e a Cris fizemos uma aula com um instrutor pra ver qual é a manha do teste. Bem, aqui se você faz a prova com carro automático, não pode dirigir carro manual, e como nosso carro é automático tivemos que pedir emprestado um carro para a prova e para a aula pedimos para que seja num manual. Descobrimos na aula que brasileiros tem a mania de antes de parar o carro ele deixa o carro "rolar" pisando na empreagem, não pode (só consegui parar de fazer isso feiando o carro na marcha). Na placa de "pare" tem que parar 100% e ficar parado por, no mínimo, 2 segundos. Não pode girar o volante com uma mão só (com a palma aberta) como piloto de rali no barro. Não pode fazer balão (u-turn) na esquina. Antes de mudar de faixa tem que olhar por cima do ombro (head check). Antes de virar uma esquina tem que fazer "head check". No trânsito não pode parar perto do carro da frente a uma distância que não dê para ver os pneus de carro da frente... e por aí vai. Em suma, a prova não foi fácil não, mas eu passei!!! Heheheh, e de primeira! O cara quando tem o dom é foda! E o bacana é que a carteira de motorista foi entregue por correio na minha casa em menos de uma semana. A prova da Cris é amanhã... Vamos ver no que vai dar...
Desde janeiro muita coisa aconteceu, eu ia falar que muita água passou por debaixo da ponte, mas não ia ser verdade. Faz muito tempo que não chove, muito tempo. Mas a mais importante foi que mudamos de casa. Saímos da casa de papelão que ficava num bairro ruim e fomos para uma de verdade, em um bairro bem melhor. No antigo bairro haviam muitas casa que eram do programa de habitação do governo, e a história do bairro era baseada nessas casas que o geverno cediam para famílias com menos condições financeiras. Mas a partir de um certo ponto o governo se deu conta que não era bom negócio concentrar os “pobres” em determnados bairros, daí vendeu e demoliu diversas casas, mas essa herança se manteve no bairro. De dia não se percebia nada disso, mas a noite as coisas ficavam mais aparentes. A construção da casa era bem ruim também, pois o isolamento térmico era nulo. Dentro da casa era mais quente que fora no verão e o oposto no inverno. E o fundo da casa era uma pequena reprodução do deserto local.
Agora a casa nova é outros 500. A casa é de tijolo de verdade (todas as paredes) e tem um jardim bacana, com duas árvores que fazem uma sombra gostosa na casa.
Tem pé de limão e pé de “lemon”(limão amarelo de desenho), então vai dar pra fazer uma caipirinha um dia desses. Não sei se já escrevi isso, mas o limão custa AUD$1.00 CADA!! Começamos uma horta também, dentre as coisa que plantamos estão milho (tradição de família), mas este é “super doce”, fora do normal. E também plantamos maracuja, que no mercado custa 2 dolares CADA!!!
O bairro é um bairro mais família, bem tranquilo, com baixíssimo índice de casas do governo. E fica perto da praia, é claro! Dá pra ir caminhando pra praia e é uma praia onde as pessoas podem trazer o cachorro. A Cecília e Alessadra iam se amarrar, é muito cachorro diferente, solto. É incrível como os cachorros são sociais. E pra esclarecer o primeiro pensamento que veio na mente da maioria, na entrada da praia e na praia tem lixeiras com sacos plásticos na lateral que é para as pessoas coletarem os “resíduos” dos seus respectivos animais. Não tem onda nessa praia, mas fica pertinho de Scarborough e Triggs, que dá pra dar uma enganada no surf.
O processo de mudança foi interessante pra aprender. Não tínhamos muitas coisas, bem poucos móveis, já que a outra casa era mobilhada. Então fizemos várias viagens de mudança usando nosso carro, que cabe muito.
Os móveis da casa nova adquirimos de diversas formas: Seção de desconto do IKEA, pessoas que colocam na rua objetos que não querem mais e classificados da internet. Este último foi onde pegamos a maioria das coisas, e tivemos sorte, porque era de um casal que estava se mudando para a outra costa e tinha que vender tudo. Para essa aquisição tivemos que alugar uma carretinha de mudança (aqui pode-se alugar de tudo) que conectamos no carro. Bem bacana foi descobrir que o correio tem um serviço que ele coleta as cartas do seu endereço antido e encaminha para o seu novo endereço e também atualisa o seu novo endereço em empresas cadastradas que usam o seu antigo endereço , por um mês.
Continuo pedalando para o trabalho e a Cris continua indo de ônibus. É um pouco mais longe, agora são 12km de bike e faço em 33 min. É um pouco mais pesado, tem mais subidas/descdidas, mas ainda é tranquilo. Tem cada casão bonito no caminho...
Chega da mudança! O surf tem sido bem fraco desde Janeiro, mesmo em Margaret River. Nessa época do ano o vento não colabora e a ondulação é fraca e sempre piora no final de semana (lei de Murphy). Mas semana passada fomos para Margaret River e deu pra ver claramente que a temporade de ondas está voltando, Abril e Maio deve ser a melhor época do ano. Segunda-feira 07/03 foi feirado, Dia do Trabalho (eu também pensava que 1º. de maio era o dia INTERNACIONAL do trabalho, mas vai entender), mas viemos de Margaret River no domingo, por uma boa causa: fomos ver Os Mutantes!!! Que irado que foi. A banda começou nos anos 60 e estão aí até hoje. Houveram várias mudanças sim, mas foi muito legal ver. Eu pensava que nunca ia vê-los, mas assistir ao show em Perth estava completamente fora do meu universo de possibilidades. Por ser extremamente isolado são raras as bandas que fazem show aqui, elas normalmente vem para a costa leste mas não dão as caras por aqui...
Continuando nas coisas brasileiras, fomos num churrasco que rolou num bar/restaurante na praia um Scarborough, eram churrasco e feijoada liberados. Não estava barato, mas pra matar a saudade tava valendo. E tinha direito a couve, farofa, caipirinha, rodelas de laranja e, pasmem, picanha... preparada por uma gaúcha!
Show de bola, comi 3 pratadas que a Cris não acreditou. Mas em casa os nossos habitos estão ficando bem australianos. Descobrimos que a carne de canguru não é cara e tem pouquíssima gordura. Se feita corretamente não fica dura. Então estamos substinuindo, um pouco, a carne de boi por canguru (não da pra ficar mais australiano do que isso). Outro dia jantamos carne de canguro com mandioca, que aqui se chama “cassava” e vem de Fiji. Foi bom pra caramba...
Já que estamos falando de churrasco, achei na rua uma churrasqueira que tinham botado pra fora, nem pensei, logo abraçei e levei pra casa.
Dei aquela lavada nela... levou a tarde toda, comprei os equipamentos, bujão de gás e ontém estreei nosso primeiro churrasco social na casa nova. Enchemos a caixa termica de cerveja e chamamos uns amigos. O churras foi estilo australiano, mas foi bem legal e descobrimos algumas coisas: A churrasqueira dos caras é muito prática, da até pra usar pra cozinhar coisa que faz fumaça e fritura fora da casa; lingüiça australiana não combina com farofa brasileira; Russa consegue sambar.

Não tinha onda, mas tinha sol, o que para os dois, vindo de Brisbane, já era muito bom. Estava chovendo direto em Brisbane já fazia muito tempo. No dia seguinte já era Natal e passamos com os Crainfields, que são demais! As crianças alegraram o dia e a comilança estava impecável.





Natal e Ano Novo chegando e vamos contar com a presença do PV e da Andréia aqui na área. Nós vamos passar o Natal acampados em Margaret River e antes do Ano Novo estaremos em Perth pra curtir o agito daqui. O que eu acho mais legal da vinda deles é que ainda na graduação na UFSC, quando o projeto ainda era super embrionário, várias vezes em nossas seções de estudo nos perguntávamos onde iríamos estar depois de formados. Sempre PV e eu respondíamos: Austrália... surfando! E tá aí!... quer dizer: Estamos aqui! Por caminhos muuito diferentes alcançamos o objetvo juntos (O PV chegou um ano antes, mas tá bem perto).
Aqui os planos de saúde são na verdade seguros de saúde. Os planos tem diferentes níveis, mas o conceito é o seguinte: Se precisa ir p/ o hospital, o plano paga, se precisa fazer uma consulta, não. No caso da consulta o esquema é que o sistema público (Medicare) paga uma porcentagem da consulta, normalmente 50%. Mas você tem que inicialmente pagar 100% e depois o Medicare te paga devolta a parte dela. Isso me fez ficar injuriado no começo, porque peguei um plano bom, pra não esquentar a cabeça, e ainda tive que continuar pagando pra ir no médico...
A primeira coisa que me vem a cabeça quando penso nisso é que deve ter muito brasileiro aqui fazendo compra mais barato do que deveria.
pra voltar do trabalho, era um dia que havia chovido (raro), e o ônibus andou 1m do ponto e parou no sinal vermelho. Nisso chegou a Cris do lado de fora do ônibus e pediu para o motorista abrir a porta pra ela. Que nada, o viado não abriu a porta, nem comigo pedindo, nem deixou eu sai. Ficamos muito putos com a falta de flexibilidade do filho da mãe. Eu acabei descendo no ponto seguinte. Não são todos que são f.d.p. (essa sigla na Petrobras é oficial), mas dá saudade do motorista de ônibus do Rio que deixa você no meio da Av. Presidente Vargas e você tem que cruzar mais umas 2 pistas... Hehe... Esses são bão!

Não canso de admirar os bichos que a gente acha por aqui. É 
bem comum, ver uma revoada decacatuas brancas passando lá em casa, fazendo o maior algazarra. Mais comum ainda são as galard, menos bagunceiras, mas bem barulhentas. Menos comum, mas de deixar o queixo caído são as cacatuas negras. Elas são lindas.
Eu não imaginava que elas fossem tão comuns.



