Desde janeiro muita coisa aconteceu, eu ia falar que muita água passou por debaixo da ponte, mas não ia ser verdade. Faz muito tempo que não chove, muito tempo. Mas a mais importante foi que mudamos de casa. Saímos da casa de papelão que ficava num bairro ruim e fomos para uma de verdade, em um bairro bem melhor. No antigo bairro haviam muitas casa que eram do programa de habitação do governo, e a história do bairro era baseada nessas casas que o geverno cediam para famílias com menos condições financeiras. Mas a partir de um certo ponto o governo se deu conta que não era bom negócio concentrar os “pobres” em determnados bairros, daí vendeu e demoliu diversas casas, mas essa herança se manteve no bairro. De dia não se percebia nada disso, mas a noite as coisas ficavam mais aparentes. A construção da casa era bem ruim também, pois o isolamento térmico era nulo. Dentro da casa era mais quente que fora no verão e o oposto no inverno. E o fundo da casa era uma pequena reprodução do deserto local.
Agora a casa nova é outros 500. A casa é de tijolo de verdade (todas as paredes) e tem um jardim bacana, com duas árvores que fazem uma sombra gostosa na casa.
Tem pé de limão e pé de “lemon”(limão amarelo de desenho), então vai dar pra fazer uma caipirinha um dia desses. Não sei se já escrevi isso, mas o limão custa AUD$1.00 CADA!! Começamos uma horta também, dentre as coisa que plantamos estão milho (tradição de família), mas este é “super doce”, fora do normal. E também plantamos maracuja, que no mercado custa 2 dolares CADA!!!
O bairro é um bairro mais família, bem tranquilo, com baixíssimo índice de casas do governo. E fica perto da praia, é claro! Dá pra ir caminhando pra praia e é uma praia onde as pessoas podem trazer o cachorro. A Cecília e Alessadra iam se amarrar, é muito cachorro diferente, solto. É incrível como os cachorros são sociais. E pra esclarecer o primeiro pensamento que veio na mente da maioria, na entrada da praia e na praia tem lixeiras com sacos plásticos na lateral que é para as pessoas coletarem os “resíduos” dos seus respectivos animais. Não tem onda nessa praia, mas fica pertinho de Scarborough e Triggs, que dá pra dar uma enganada no surf.
O processo de mudança foi interessante pra aprender. Não tínhamos muitas coisas, bem poucos móveis, já que a outra casa era mobilhada. Então fizemos várias viagens de mudança usando nosso carro, que cabe muito.
Os móveis da casa nova adquirimos de diversas formas: Seção de desconto do IKEA, pessoas que colocam na rua objetos que não querem mais e classificados da internet. Este último foi onde pegamos a maioria das coisas, e tivemos sorte, porque era de um casal que estava se mudando para a outra costa e tinha que vender tudo. Para essa aquisição tivemos que alugar uma carretinha de mudança (aqui pode-se alugar de tudo) que conectamos no carro. Bem bacana foi descobrir que o correio tem um serviço que ele coleta as cartas do seu endereço antido e encaminha para o seu novo endereço e também atualisa o seu novo endereço em empresas cadastradas que usam o seu antigo endereço , por um mês.
Continuo pedalando para o trabalho e a Cris continua indo de ônibus. É um pouco mais longe, agora são 12km de bike e faço em 33 min. É um pouco mais pesado, tem mais subidas/descdidas, mas ainda é tranquilo. Tem cada casão bonito no caminho...
Chega da mudança! O surf tem sido bem fraco desde Janeiro, mesmo em Margaret River. Nessa época do ano o vento não colabora e a ondulação é fraca e sempre piora no final de semana (lei de Murphy). Mas semana passada fomos para Margaret River e deu pra ver claramente que a temporade de ondas está voltando, Abril e Maio deve ser a melhor época do ano. Segunda-feira 07/03 foi feirado, Dia do Trabalho (eu também pensava que 1º. de maio era o dia INTERNACIONAL do trabalho, mas vai entender), mas viemos de Margaret River no domingo, por uma boa causa: fomos ver Os Mutantes!!! Que irado que foi. A banda começou nos anos 60 e estão aí até hoje. Houveram várias mudanças sim, mas foi muito legal ver. Eu pensava que nunca ia vê-los, mas assistir ao show em Perth estava completamente fora do meu universo de possibilidades. Por ser extremamente isolado são raras as bandas que fazem show aqui, elas normalmente vem para a costa leste mas não dão as caras por aqui...
Continuando nas coisas brasileiras, fomos num churrasco que rolou num bar/restaurante na praia um Scarborough, eram churrasco e feijoada liberados. Não estava barato, mas pra matar a saudade tava valendo. E tinha direito a couve, farofa, caipirinha, rodelas de laranja e, pasmem, picanha... preparada por uma gaúcha!
Show de bola, comi 3 pratadas que a Cris não acreditou. Mas em casa os nossos habitos estão ficando bem australianos. Descobrimos que a carne de canguru não é cara e tem pouquíssima gordura. Se feita corretamente não fica dura. Então estamos substinuindo, um pouco, a carne de boi por canguru (não da pra ficar mais australiano do que isso). Outro dia jantamos carne de canguro com mandioca, que aqui se chama “cassava” e vem de Fiji. Foi bom pra caramba...
Já que estamos falando de churrasco, achei na rua uma churrasqueira que tinham botado pra fora, nem pensei, logo abraçei e levei pra casa.
Dei aquela lavada nela... levou a tarde toda, comprei os equipamentos, bujão de gás e ontém estreei nosso primeiro churrasco social na casa nova. Enchemos a caixa termica de cerveja e chamamos uns amigos. O churras foi estilo australiano, mas foi bem legal e descobrimos algumas coisas: A churrasqueira dos caras é muito prática, da até pra usar pra cozinhar coisa que faz fumaça e fritura fora da casa; lingüiça australiana não combina com farofa brasileira; Russa consegue sambar.
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