quinta-feira, 2 de junho de 2011

Rottnest Island - Fase 4

O clima agora é outro. O frio se instalou por aqui e parece que vai ficar por aqui por um bom tempo. E com esse tempo, aproveitamos para dar um pulo em Rottnest Island que teria menos gente por lá. Pegamos um "ferry", que na verdade é um iate/lancha que é o maior barato. Ele sai de Fremantle e leva uma hora, indo no gás, levantando ondas na proa que dar pra se ver pelas escotilhas de quem vai no piso inferior. A ilha é pequena e é proibido carros lá, com excessão de polícia, ambulância e um ônibus que circula ao redor da ilha. De longe a bicicleta é o principal meio de transporte e todos usam pra tudo. Tem hotel, camping e muitos chalés, e foi num chalézinho que ficamos, nele tinha tudo que precisávamos, inclusive aquecedor.
A ilha é repleta de uns animaizinhos chamados quokkas que são uns marsupiais que dominam a área. Pelo izolamento, eles não tem mede de pessoas e não estão nem aí pra gente.

Eu não dei muita sorte com as ondas por lá, o swell estava bem fraco e as ondas minúsculas. Mesmo assim dei uma queda em Strickland. Deu pra sentir que o potencial do lugar é grande. Na água me falaram que quando está bom são tubos longos e perfeitos, mas com um fundo de pedra traiçoeiro. Disseram que também chegam diversos barcos com surfistas e que fica uma "crowd" razoável. E essa vai ser uma missão que eu vou ter que agilizar, uma "surf trip" de barco, saindo de Perth pra Rottnest.

Logo que chegamos em Rottnest e encontramos nossa cabana, fomos a um farol, e olhando para a praia abaixo, vimos umas sombras na água que estava chamando a atenção das pessoas por perto. Não era tubarão, mas era quase.














Duas arraias e normes estavam dançando perto de onde uns pescadores estavam limpando os peixes. Certamente também haviam tubarões por alí, pois falam que sempre aparece tubarões em Rottnest, inclusive o famoso...













Mesmo sendo uma ilhazinha pequena, fora da temporada, a noite até que estava agitada. Tinha uma galera no hotel/pub local, estava bacana. E era à noite que os quokkas dominam mesmo, a foto da árvore, acima, mostra um pouco.
Aquilo que parece pedra são os bixin
hos, comendo as frutas da árvore.

Um fato bacana é que 30% da energia da ilha vem de um único gerador eólico (aparece na foto abaixo). A princípio causa espanto o catavento, pois a ilha é toda verse e preservada e de repente aparece esse catavento gigante na paisagem, mas faz sentido, já que venta pra caramba lá. Bem, valeu a pena conhecer o lugar que impede Perth de ter ondas boas constantemente, e certamente virou uma opção de bom surf mais perto que Margaret River.

Falando em Margaret River, acabamos de voltar de lá (pra variar). Desta vez fomos com um amigo, o Hamish. Estava frio... Numa manhã que saí pra surfar às 7am marcava 6 oC (foi bem difícil entrar na roupa de borracha molhada nessa manhã) mas espantamos o frio com uma fogueira, que voltou a ser permitida, e vinho local ;) Pra surfar a água esta boa, as ondas estavam pequenas (pra Margaret) mas estava legal, peguei muitas ondas boas.

















No trabalho a Cris está cada vez mais entrosada e está começando a enxergar todo o espectro do trabalho dela. Ela já está aprendendo muito, e vai ainda mais. Meu planos de ficar em casa cuidando das crianças está dando certo (hehehehe).




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Finalmente Chuva! - Fase 4


O verão foi embora e o friozinho vem voltado. E com o frio veio um pouco de chuva... estávamos precisando! A primeira chuva que veio foi a noite e o barato foi que as kookaburras fizeram uma festa. Já era tarde e as bichas faziam a maior barulheira (ouça o som delas). Até ontem, as chuvas vem sendo fracas, mas me parece que a freqüência e intensidade vai aumentar. Com isso vai começar a aparecer um problema que são os danos nos forros das casas. A grand
e maioria desses danos é causado pela sujeira e galhos que se acumulam nas calhas das casas, entopindo-as. Com as chuvas e calhas entopidas, a água acumulada vai para o forro da casa, encharcando o isolamento térmico que tem lá. Este fica muito pesado e o forro cede. Com o forro desabando na cabeça os moradores chamam o SES (provavelmente à noite) que vai lá e instala suportes que aguentam a estrutura até os reparos serem feitos. Normalmente agosto é o mês onde mais chove, então em junho faremos um curso no SES justamente para esses danos de tempestades (storm damage).

Agora em abril e maio os ventos diminuem bastante, especialmente o vento maral, com isso não consegui concluir o curso de kite surf que começei. Mas eu já estou confiante o suficiente para concluir o que falta sozinho, o difícil vai ser achar um dia com vento certo pra fazer isso. Mas por outro lado, com menos vento o surf volta a reinar e Margaret River volta a mostrar porque é fantástica. E o Adam vai passar maio trabalhando aqui em Perth (o bicho tem a manha), então vai ser todo final de semana em Margaret River, sem excessão! Não vejo a hora! Nesse final de semana passsado, que foi feriado de Páscoa, já peguei altas ondas, mas por causa do feriadão também tinha uma galera na água... Agora falando em galera em Margaret River, no começo do mês foi o grande campeonado de surf em Margs (Margaret River). Tinha todos os figurinhas como Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow (os 2 últimos moram lá), e os brasileiros Neco Padaratz, Adriano de Souza entre outros (muitos outros). Quem ganhou foi o americano Damien Hobgood, mas os brasileiros não fizeram feio, com Willian Cardoso chegando na semi-final. Eu assisti às baterias pela internet, no trabalho, hehehehe. Mas eu desci pra Margs um final de semana antes da competição e estava "brabo", uma galera sem noção! Left-Handers tinha altas ondas, mas no meio do caminho desisti, a água estava qualhada de gente e percebi que ia ficar disputando onda com esses bunda moles que falei. Então parti pra Ellensbrook, que não é tão famoso e tem vários breaks (altas ondas).

Ia me esquecendo da grande novidade do pedaço... A Cris mudou de emprego. Agora ela está trabalhando na Woodside! Comoçou ontém como GIS Geoscientist e, de acordo com os entrevistas, vai trabalhar não só com mapas, mas vai envolver também geologia. A Woodside é a operadora de óleo e gás com maior produção aqui na Australia e se assemelha com a Petrobras pelo fato de ser "local" e a maior dentro da Australia. Sem a menor dúvida a experiência na Petrobras pesou muito na entrevista. A Cris disse que quando ela falava do Pré-Sal brasileiro os entrevistadores, maioria geólogos, balançavam a cabeça em aprovação e se empolgavam. Agora ela está bem animada e eu mais ainda ;)

Esse feriado que passou tivemos mais uma novidade. A Cristiane (não a minha) que trabalhava comigo no CMAN, chegou aqui em Perth. Encontrei ela ontem, na hora do almoço, pra dar umas dicas e nesta semana vamos fazer um tour pela cidade com ela. O PV e Andréia gostaram do L&L Tour (Ludovico & Lisboa), tenho certeza de que vai também.

Semana passada fui fazer a prova prática para carteira de motorista. Está na lista das 5 coisas que devem ser feitas assim que se chega em definitivo na Australia, mas sabe como é que é... A falta dessa carteira esta enchendo o saco, porque tem um monte de coisas que eles pedem a tal ID (identification) e quando você mostra o passaporte, precisa de outros documentos... Bem, pela experiência de outros amigos, que não vou mencionar os nomes, a prova é bem difícil e nenhum deles passaram na prova na primeira tentativa. Os avaliadores pegam detalhes que a gente julga bobos, e quando você aprende a dirigir com 12-13 anos, aos 32 você tem MUITOS "bad habits" (vícios). Então eu e a Cris fizemos uma aula com um instrutor pra ver qual é a manha do teste. Bem, aqui se você faz a prova com carro automático, não pode dirigir carro manual, e como nosso carro é automático tivemos que pedir emprestado um carro para a prova e para a aula pedimos para que seja num manual. Descobrimos na aula que brasileiros tem a mania de antes de parar o carro ele deixa o carro "rolar" pisando na empreagem, não pode (só consegui parar de fazer isso feiando o carro na marcha). Na placa de "pare" tem que parar 100% e ficar parado por, no mínimo, 2 segundos. Não pode girar o volante com uma mão só (com a palma aberta) como piloto de rali no barro. Não pode fazer balão (u-turn) na esquina. Antes de mudar de faixa tem que olhar por cima do ombro (head check). Antes de virar uma esquina tem que fazer "head check". No trânsito não pode parar perto do carro da frente a uma distância que não dê para ver os pneus de carro da frente... e por aí vai. Em suma, a prova não foi fácil não, mas eu passei!!! Heheheh, e de primeira! O cara quando tem o dom é foda! E o bacana é que a carteira de motorista foi entregue por correio na minha casa em menos de uma semana. A prova da Cris é amanhã... Vamos ver no que vai dar...

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Nota do dia seguinte: Ela passou!
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Neste feriado que passou também fomos assistir ao Saltimbancos, do Cirque du Soleil. Que espetáculo! E para qualquer lado do palco que se olhava tinha um artista fazendo alguma coisa interessante. Comparando com o Circo Nacional da China, que vimos em Rio das Ostras, os chineses eram melhores em coisas como contorcionismo e equilibrismo, mas a parte teatral e "multi-tarefa" do Cirque du Soleil fez um espetáculo melhor. Os palhaços estavam excelentes!

domingo, 13 de março de 2011

Churrasco e Rock'n'Roll - Fase 4

Desde janeiro muita coisa aconteceu, eu ia falar que muita água passou por debaixo da ponte, mas não ia ser verdade. Faz muito tempo que não chove, muito tempo. Mas a mais importante foi que mudamos de casa. Saímos da casa de papelão que ficava num bairro ruim e fomos para uma de verdade, em um bairro bem melhor. No antigo bairro haviam muitas casa que eram do programa de habitação do governo, e a história do bairro era baseada nessas casas que o geverno cediam para famílias com menos condições financeiras. Mas a partir de um certo ponto o governo se deu conta que não era bom negócio concentrar os “pobres” em determnados bairros, daí vendeu e demoliu diversas casas, mas essa herança se manteve no bairro. De dia não se percebia nada disso, mas a noite as coisas ficavam mais aparentes. A construção da casa era bem ruim também, pois o isolamento térmico era nulo. Dentro da casa era mais quente que fora no verão e o oposto no inverno. E o fundo da casa era uma pequena reprodução do deserto local.

Agora a casa nova é outros 500. A casa é de tijolo de verdade (todas as paredes) e tem um jardim bacana, com duas árvores que fazem uma sombra gostosa na casa. Tem pé de limão e pé de “lemon”(limão amarelo de desenho), então vai dar pra fazer uma caipirinha um dia desses. Não sei se já escrevi isso, mas o limão custa AUD$1.00 CADA!! Começamos uma horta também, dentre as coisa que plantamos estão milho (tradição de família), mas este é “super doce”, fora do normal. E também plantamos maracuja, que no mercado custa 2 dolares CADA!!!

O bairro é um bairro mais família, bem tranquilo, com baixíssimo índice de casas do governo. E fica perto da praia, é claro! Dá pra ir caminhando pra praia e é uma praia onde as pessoas podem trazer o cachorro. A Cecília e Alessadra iam se amarrar, é muito cachorro diferente, solto. É incrível como os cachorros são sociais. E pra esclarecer o primeiro pensamento que veio na mente da maioria, na entrada da praia e na praia tem lixeiras com sacos plásticos na lateral que é para as pessoas coletarem os “resíduos” dos seus respectivos animais. Não tem onda nessa praia, mas fica pertinho de Scarborough e Triggs, que dá pra dar uma enganada no surf.

O processo de mudança foi interessante pra aprender. Não tínhamos muitas coisas, bem poucos móveis, já que a outra casa era mobilhada. Então fizemos várias viagens de mudança usando nosso carro, que cabe muito. Os móveis da casa nova adquirimos de diversas formas: Seção de desconto do IKEA, pessoas que colocam na rua objetos que não querem mais e classificados da internet. Este último foi onde pegamos a maioria das coisas, e tivemos sorte, porque era de um casal que estava se mudando para a outra costa e tinha que vender tudo. Para essa aquisição tivemos que alugar uma carretinha de mudança (aqui pode-se alugar de tudo) que conectamos no carro. Bem bacana foi descobrir que o correio tem um serviço que ele coleta as cartas do seu endereço antido e encaminha para o seu novo endereço e também atualisa o seu novo endereço em empresas cadastradas que usam o seu antigo endereço , por um mês.

Continuo pedalando para o trabalho e a Cris continua indo de ônibus. É um pouco mais longe, agora são 12km de bike e faço em 33 min. É um pouco mais pesado, tem mais subidas/descdidas, mas ainda é tranquilo. Tem cada casão bonito no caminho...

Chega da mudança! O surf tem sido bem fraco desde Janeiro, mesmo em Margaret River. Nessa época do ano o vento não colabora e a ondulação é fraca e sempre piora no final de semana (lei de Murphy). Mas semana passada fomos para Margaret River e deu pra ver claramente que a temporade de ondas está voltando, Abril e Maio deve ser a melhor época do ano. Segunda-feira 07/03 foi feirado, Dia do Trabalho (eu também pensava que 1º. de maio era o dia INTERNACIONAL do trabalho, mas vai entender), mas viemos de Margaret River no domingo, por uma boa causa: fomos ver Os Mutantes!!! Que irado que foi. A banda começou nos anos 60 e estão aí até hoje. Houveram várias mudanças sim, mas foi muito legal ver. Eu pensava que nunca ia vê-los, mas assistir ao show em Perth estava completamente fora do meu universo de possibilidades. Por ser extremamente isolado são raras as bandas que fazem show aqui, elas normalmente vem para a costa leste mas não dão as caras por aqui...

Continuando nas coisas brasileiras, fomos num churrasco que rolou num bar/restaurante na praia um Scarborough, eram churrasco e feijoada liberados. Não estava barato, mas pra matar a saudade tava valendo. E tinha direito a couve, farofa, caipirinha, rodelas de laranja e, pasmem, picanha... preparada por uma gaúcha! Show de bola, comi 3 pratadas que a Cris não acreditou. Mas em casa os nossos habitos estão ficando bem australianos. Descobrimos que a carne de canguru não é cara e tem pouquíssima gordura. Se feita corretamente não fica dura. Então estamos substinuindo, um pouco, a carne de boi por canguru (não da pra ficar mais australiano do que isso). Outro dia jantamos carne de canguro com mandioca, que aqui se chama “cassava” e vem de Fiji. Foi bom pra caramba...

Já que estamos falando de churrasco, achei na rua uma churrasqueira que tinham botado pra fora, nem pensei, logo abraçei e levei pra casa. Dei aquela lavada nela... levou a tarde toda, comprei os equipamentos, bujão de gás e ontém estreei nosso primeiro churrasco social na casa nova. Enchemos a caixa termica de cerveja e chamamos uns amigos. O churras foi estilo australiano, mas foi bem legal e descobrimos algumas coisas: A churrasqueira dos caras é muito prática, da até pra usar pra cozinhar coisa que faz fumaça e fritura fora da casa; lingüiça australiana não combina com farofa brasileira; Russa consegue sambar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ano Novo, Alagado Geral - Fase 4


O Natal e Ano Novo foram muito bacanas. O grande Master PV e a Déia agitaram o nosso correto e foi muito legal. Logo que chegaram fomos para Margaret River e montamos acampamento no camping de Prevely, de onde se pode ir caminhando para o Main Break (pico das ondas). Não tinha onda, mas tinha sol, o que para os dois, vindo de Brisbane, já era muito bom. Estava chovendo direto em Brisbane já fazia muito tempo. No dia seguinte já era Natal e passamos com os Crainfields, que são demais! As crianças alegraram o dia e a comilança estava impecável.

Depois fomos para Yallingup, que é fantástico. Apesar de não ter ondas nesse dia, ventava muito, o lugar é muito bonito. Lá demos uns mergulhos de snorkel no recife de pedras que tem lá, foi muito bonito. Depois demos uma esticadinha para o Farol de Cape Naturaliste,por recomendação do PV.
O sol estava de raxar, mas era o que menos encomodava no lugar. O lugar era bem bonito e tal, mas as moscas que tinham lá era insuportávies. A gente ficava o tempo todo abanando com galho as moscas que tentavam entrar em nossa boca, nariz, orelha... O PV até tentou ficar sem abanar, mas não conseguiu ficar 5 segundos parado, sem exagero! Na volta viemos fazendo wine tasting (degustação de vinho), bem tentamos. É que apesar das inúmeras vinícolas que tem no caminho e da época ser altíssima visitação de turistas, às 5 da tarde elas fecham todas! Esses turistas com dinheiro pra gastar (outros) devem incomodar esse povo... Bem conseguimos acabar fazendo só uma degustação e meia. Meia porque o vinho branco estava quente e saímos vazados. Mas a mais engraçadado dia foi uma super bonita e chique (Laurence), mas que o preço dos vinhos era muito alto, tanto que vendiam até a garrafa vazia, e os brasileiros pé rapados quando viram isso, viraram pra trás e saíram vazado, em fila indiana, na cara de pau com o povo olhando. Foi cômico.

No outro dia também não tinha onda, só vento. A praia tava cheia de wind surf. E fazia um puta calorão, então fomos dar um role na caverna Mammoth, que é um ar condicionado natural. No outro dia, também sem onda. A minha paciência pelo swell tava acabando... Então fomos dar um passeio pelo sul no Cabo Leeuwin (mapa), perto de Augusta, que é onde se encontram o Oceano Índico e Oceano Antártico de encontram. Muito bonito o lugar. Mas o alge do dia foi o show que os passarinhos, e pato, deram num camping que achamos no caminho (aqui). O bichos voavam o pusavam na gente, em troca de castanha de caju, mas tá valendo.

No outro dia, finalmente as ondas chegaram! Eu e PV lavantamos cedo e partimos no search. Fomos cair em Ellenbrook, tinha altas ondas. De acordo com o olhar sensível do mestre PV, tinham 2m. Pegamos várias ondas, o PV uma vaca boa, e quando eu estava mais cansado fui esperar uma grande da série. Resultado: quebrei minha prancha no meio, de novo! Que merda! Pra ter uma idéia como esse lugar é bruto, enquando estávamos em Margaret River, vimos aviões tentando apagar um incêncio na mata próxima, policiais pedindo para as pessoas saírem do mar por ter sido avistado um tubarão na região e até terremoto! O terremoto foi "tão forte", que não foi suficiente pra acordar a gente. Só fiquei sabendo porque a Jodie mandou uma mensagem perguntando se tínhamos sentido.

Bem, back in Perth, levamos o PV e a Deia para mais passeios. Demos um rolé por quase toda a costa de Perth, Fremantle, com direito a cerveja de primeiríssima no Little Creatures e por-do-sol na marina. Também fizemos uma corrida de hobbycat catamarans no Swan River (o C&C tour é de primeira!). A virada do ano novo passamos nós quatro com amigos da Suiça e Colômbia. Foi bacana, teve até fogos ;) Depois de mais rolés o PV e a Deia voltaram para a molhada Brisbane. A visita foi show de bola e deu um bom motivo para irmos a lugares excelentes na região. A C&C tour aguardam mais clientes ;)

Agora falando de Brisbane molhada. O que está havendo com o mundo? Chuvas sem parar na costa leste, com uma área alagada em Quenstand do tamanho de New South Wales, com 1/3 de Brisbane embaixo d'água. Aqui na costa oeste uma seca super forte, com queimadas se aproximando de Perth. E agora esses deslisamendos monstruosos no Rio de Janeiro... Tem esse vídeo do Jornal Nacional que mostra a diferença entre os desastres e é bem interessante. Não concordo 100% com o vídeo, porque em Quensland, o terreno é muito mais plano e a água corre mais devagar, dando tempo pras pessoas reagirem. No Rio o relevo é completamente diferente.

O planeta está revoltado! Parece que a era Mad Max está próxima e nossos filhos terão de ser sobreviventes...